mm1Quem ler esse post vai dizer que não tem quase nada a ver comigo, mas não estranhem. É que pensei no seguinte fato essa semana: não sei se teria tranco pra ser celebridade. Desculpem os termos, mas é isso mesmo! Essa semana em meio a notícias fúteis encontro a tão badalada foto de Madonna vista com seu mais novo “bibelô”, seu mais novo brinquedinho, o modelo brasileiro Jesus Luz, noticiava a mídia especializada em fofocas e em fuçar a vida alheia. Mais tarde encontraria uma reportagem sobre Ronaldo, o já não tão fenômeno, declarando não dar entrevistas a uma Rede de Tv que havia feito dele motivo de piadas. Acreditem, não era a Rede Globo! Segundo o próprio Ronaldo a Globo era a sua casa. Acho bastante interessante o fato de Ronaldo declarar isso, pois o Casseta e Planeta fez dele motivo de chacota com o personagem Fofômeno, zombando dos quilinhos  a mais que ele tinha e quantas e quantas vezes nao vi Jô Soares fazer gracinhas, piadinhas com a história dos travestis? Certas hipocrisias e acobertamentos das celebridades e seus assessores são desprezíveis. Segundo alguns fofoqueiros de plantão tem celebridade (ou sub) que liga e diz o local onde estará, com quem estará e o que irá fazer para simplesmente estar nos holofotes ou na notícia fantástica do dia. E a mídia fofoqueira entra no jogo sempre criando novos modelos para explorar, é a  apresentadora ou atriz sempre com novo namorado, a mulher do presidente na capa da Vogue ou ele na capa da Men’s Health.

ronaldo-fenomeno O fato é que esse tipo de mídia tem seu lado venenoso. É uma balança em constante movimento pendular e aquele que hoje está  em cima, bem visto, bem cotado, amanhã poderá ser a bola da vez da desgraça. Que importa se o jovem rapaz mineiro é objeto de Madonna? Melhor: ela está crescendo às custas dele? Porque pelo que sei ela já tem uma carreira mais que sólida, uma conta bancária poupudíssima e se levarmos em conta tudo isso, maldosamente concluímos que é ele quem se aproveita dela e constrói a sua imagem, a sua cotação no mundo dos modelos. Afinal, ele é o namorado da rainha do pop. Será que chegaram  a essa conclusão simplesmente por que o viram carregando sacolinhas de compras pra ela? Interessante que se os namorados de famosas carregam as sacolas eles são capachos, escravos e não cavalheiros. É um tanto paradoxal pensar assim, em como se constrói e desconstrói uma imagem tão facilmente, de como tudo que é sólido se desmancha no ar. Depois o outro, o fenômeno, não consegue perder um grama sem a mídia correr e registrar. Se ele vai ao parque andar de bicicleta registram, se vai a um bar e toma um gole de caipirinha a conversa já diz que ele saiu com prostitutas, se ele treina dizem que estava lento demais… A mesma mídia que o exaltou como um dos maiores jogadores de todos os tempos é a mesma que fez do caso dele com travestis um fato que correu o mundo inteiro. Enfim, é deprimente perceber como essas pessoas têm suas vidas vasculhadas sempre. O que elas fazem ou não, se erram ou acertam, não nos cabe julgar. É que antes de serem celebridades elas são todas seres humanos passíveis de falhas, de erros.  Não sei se teria emocional para isso, para ter a vida rasgada aos quatro ventos. Melhor: é tanta mentira (às vezes nem tanto, sabemos), tanta bobagem, tanta falta do que fazer (minha nessa hora kkk – também há tempo pro lixo -  e deles) que é melhor nem emitir opinião a respeito do que viria a acontecer.

Agora a pergunta fatal: o que nos sobra de tudo isso, de tanta invasão da vida alheia? Queria muito saber em que vou crescer ou receber contribuição ao saber da nova cor do cabelo da atriz, da roupa nova do ator, do que veio divulgar o filme, da loja que um outro visitou, dos quilos que um perdeu, da sacola que o outro carregou, do beijo dado ou do jantar com amigos? Eu continuo minha vida longe dos holofotes e agradecendo aos deuses pela graça condedida.