Mais de um mês distante desse espaço. Era preciso voltar. Nesse tempo tanto aconteceu. Aos que deixaram sua força para minha gatinha eu agradeço muito. Ela foi cirurgiada e sobreviveu à operação tendo reagido melhor do que esperávamos. Ando ansioso agora com a situação de meu pai que, aos 75 anos, começa a ter crises de esquecimento. Estamos em fase de diagnóstico, fazendo mil exames e torcendo pra que nada de ruim venha a acontecer.
As leituras começam a ser retomadas e as decisões do trabalho inevitavelmente começaram a aparecer. Estou envolvido em mil projetos. Monitoria, coordenação, extensão, aulas e possivelmente estudos para o doutorado. Prometi que não voltaria a me preocupar com esse danado, mas vejo que se quiser realmente me firmar por aqui preciso realmente dele, uma vez que, o que tenho percebido é que mestres andam cada vez mais em desuso e não estão nada in. Por isso, é hora de por a mão na massa, ou melhor, os olhos nas leituras e começar a ir pensando meu projeto ainda para esse ano. Ele está lá nas minhas resoluções para 2009 se alguém ainda lembra.
Falando nelas, é interessante ver como boa parte acaba sendo descumprida naturalmente, como as coisas sempre tomam rumos inesperados na nossa vida. Esses dias tive que suportar minhas próprias pressões psicológicas e ter muita sabedoria pra tomar uma decisão árdua que poderia mudar completamente o rumo da minha vida: optar entre um concurso distante da família e, passando, ter uma situação financeira amplamente melhor ou estar perto dos que amo, ganhando bem menos e apoiando meu pai nesse momento difícil?. Entre tantas escolhas que já fiz e entre tantas abdicações deles por mim, pesei o emocional aliado ao racional. Posso esperar um pouco mais, deixar meu egoísmo de lado, ser paciente, usar minhas virtudes e saber que, se ainda tenho forças pra lutar, seja hoje ou amanhã, a vitória virá. E para a felicidade geral da família, fiquei. Sinto que sou uma espécie de porto pra eles e cheguei muito longe, um caminho que dificilmente eles poderão percorrer. Tenho um amor imenso por eles e uma necessidade tremenda de ajudá-los. Isso me conforta e me faz querer ir cada vez mais longe.
