A intolerante tolerância

hiroxima1

A linha tênue que separa a tolerância da intolerância resume-se a um prefixo. Diariamente somos submetidos a situações que solicitam de nós um maior tato, sutileza nas palavras e nos gestos, andar sobre ovos. Somos obrigados a usar sobre a máscara cotidiana uma outra máscara e levados pelas ações de outros somos obrigados a dissimular. Essa dissimulação necessária é usada como um trunfo para não causar aos presentes em nossas vidas situações constrangedoras e desconfortáveis. A partir disso somos obrigados a engolir sapos e educadamente aceitar em nossa casa, em nosso convívio aquele ser ou aquele ato que te causam engulhos. E aí me pergunto até que ponto vale ser realmente sincero quando estamos invadindo o terreno da boa vontade alheia. Melhor: até que ponto vale a  pena deixar que os outros invadam nosso território sendo obrigados a abrir mão de nossas próprias convicções em nome do sorriso do outro? Egoismo? Individualismo? Eu diria que tudo não passa de bom senso. Em certas ocasiões prefiro dizer que estou fora de área ou desligado.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s